<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2811737520079310052</id><updated>2011-07-28T22:18:52.045+01:00</updated><category term='Capítulo I (a)'/><category term='Prólogo'/><category term='Capítulo I'/><title type='text'>"A Ideia", um pseudo romance...</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://aideiapseudoromance.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2811737520079310052/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aideiapseudoromance.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>A Ideia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16970884039084969071</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>3</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2811737520079310052.post-1644888228915653710</id><published>2009-11-09T06:55:00.006Z</published><updated>2009-11-09T08:26:20.182Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capítulo I (a)'/><title type='text'>Capítulo I (a)</title><content type='html'>Chegou ao trabalho um pouco adiantada, vestiu a farda incluindo aquele boné que tanto detestava.&lt;br /&gt;Dirigiu-se a Marco, o responsável e perguntou-lhe que função devia assumir naquele momento.&lt;br /&gt;— Hoje ficas na bilheteira Rita, bom trabalho e não percas tempo nas tuas sugestões demoradas com os clientes.&lt;br /&gt;Partindo deste comentário seguiram-se horas de trabalho automático e puro divertimento na observação passiva. A discórdia entres os casais, os clientes solitários, os grupos de adolescentes, os amigos que esperavam evoluir para algo mais, as famílias e as suas crianças, tantas pessoas diferentes que relavam tanto sobre si sem se aperceberem.&lt;br /&gt;À meia noite e meia Rita foi dar uma ajuda com as pipocas e as bebidas, para servir o último grupo da noite.&lt;br /&gt;Passava um pouco das duas da manhã e estava a despir a farda. No momento em que se despedia e se encaminhava para a saída um colega abordou-a.&lt;br /&gt;— Rita, espera um pouco.&lt;br /&gt;— Olá Daniel, esqueci-me de alguma coisa?&lt;br /&gt;— Estamos a combinar ir beber um copo, não queres vir?&lt;br /&gt;— É mesmo tarde, estou cansada. Mas obrigada.&lt;br /&gt;— Então e amanhã? Tu estás de folga, eu também, podiamos tomar um café, lanchar, passear, qualquer coisa...&lt;br /&gt;— Entre todos os colegas e o resto das pessoas que conheces de certeza que consegues arranjar melhor companhia para passar a tua folga.&lt;br /&gt;— Ouve não te entendo. Tu gostas mesmo de toda essa tua solidão? Vais ficar para sempre alheia ao mundo e à vida? Não podes mesmo tirar meia hora do teu tempo para conversar com outro ser humano?&lt;br /&gt;— Mas o que é que tu julgas que sabes sobre mim? Não sabes nada sobre mim.&lt;br /&gt;— Sei que trabalhas aqui há dois anos e nunca te integraste na equipa, nunca vens acompanhada, nunca ninguém te vem buscar ou te faz uma visita, não usas o teu passe duplo aqui no cinema para trazer uma amiga ou amigo, nem ao telefone falas raios! Ah, sei que tens uma cadela que adoras. É a tua única relação aparente com um ser vivo.&lt;br /&gt;— Não tens o direito.&lt;br /&gt;— Faz-nos um favor, aceita o meu convite. Diz que sim.&lt;br /&gt;— Vou escrever neste papel a morada da minha casa, é aqui perto, eu venho a pé. Aparece lá ao meio dia, almoças comigo e com a Violeta, a cadela. Não quero mais cenas destas em frente a estranhos e muito menos no trabalho. Não me voltas a fazer isto. Se me queres conhecer, fazer companhia ou sei lá o quê tens de mudar a tua abordagem.&lt;br /&gt;Então despontou um enorme sorriso na cara dele, ela virou as costas e ele apenas disse:&lt;br /&gt;— Até amanhã Rita, até amanhã...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentiu-se inquieta enquanto caminhava para casa, pelos vistos não era a única a observar por aquelas bandas. Porque seria que ele tinha dado tanta importância à sua postura solitária? Ainda podia desmarcar o almoço, mas nem sequer tinha o seu número de telefone. Podia fingir-se doente no dia seguinte e impedi-lo de entrar, mas ele tinha-se mostrado tão tenaz que isso lhe parecia quase impossível...&lt;br /&gt;Deitou-se na cama depois dum banho quente e de satisfazer as exigências habituais de Violeta. Era já muito tarde e adormeceu suavemente.&lt;br /&gt;Parecia que se tinham passado apenas minhutos e alguém estava a bater à sua porta, levantou-se para abrir ensonada e confusa.&lt;br /&gt;— Daniel? Que horas são?!&lt;br /&gt;— Meio dia! — disse ele desperto e sorridente.&lt;br /&gt;— Bolas! Esqueci-me de colocar o despertador!&lt;br /&gt;— O teu cabelo parece uma colmeia!&lt;br /&gt;— Claro, era isso mesmo que esperava ouvir de ti. Já que estás tão bem disposto, importas-te de passear a Violeta lá fora enquanto eu me arranjo?&lt;br /&gt;— Oh não vais almoçar comigo no pijama dos patinhos?!&lt;br /&gt;— Amigo, mais uma gracinha e eu já nem me atrevo a almoçar contigo. Por isso faz o que te digo.&lt;br /&gt;Violeta parecia desconfiada, mas seguiu para a rua com Daniel.&lt;br /&gt;Rita tentou arranjar-se depressa, lavou a cara, os dentes, escovou o cabelo, vestiu uma roupa confortável e dirigiu-se para a janela de modo a vigiar o rapaz e a cadela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2811737520079310052-1644888228915653710?l=aideiapseudoromance.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aideiapseudoromance.blogspot.com/feeds/1644888228915653710/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aideiapseudoromance.blogspot.com/2009/11/capitulo-i_09.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2811737520079310052/posts/default/1644888228915653710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2811737520079310052/posts/default/1644888228915653710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aideiapseudoromance.blogspot.com/2009/11/capitulo-i_09.html' title='Capítulo I (a)'/><author><name>A Ideia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16970884039084969071</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2811737520079310052.post-6304043856984214150</id><published>2009-11-03T17:26:00.007Z</published><updated>2009-11-03T18:28:25.532Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capítulo I'/><title type='text'>Capítulo I</title><content type='html'>"Rita marchou até casa, exausta, descontente e insegura.&lt;br /&gt;Os latidos chegaram até si aquecendo-lhe um pouco o coração gelado de incertezas. Afagou o pêlo macio da cadela admirando-lhe as orelhas pendentes e ondulantes. Preparou uma porção de ração e ofereceu-lhe um biscoito, o que lhe devolveu uma nova rajada de latidos.&lt;br /&gt;Enterrou-se na cama enquanto a sua única companheira engolia, quase sem mastigar, a refeição.&lt;br /&gt;Passados minutos a fadiga venceu-a e adormeceu. Deu por si a sonhar com o rapaz, o princípe do metropolitano, olhava descaradamente para ele e para o amigo com quem conversava. Alegres e alheios à sua presença os dois companheiros riam e trocavam comentários, toda a carruagem ria como se invadidos por uma súbita euforia a que Rita permanecia imune e surpresa. O riso foi-se tornando mais pesado, tornando o ar denso. Semelhantes ao som de tambores, gargalhadas brotavam por todo o lado, ferindo-lhe os ouvidos de forma aguda. &lt;br /&gt;Um a um, o olhar de cada passageiro dirigiu-se para ela e sentiu-se exposta e mortificada. Apressou-se a sair na estação que se aproximava mas os dois amigos seguiram-na. Podia sentir os seus olhos perfurando-lhe as entranhas enquanto se afastava, sugando todas as fantasias de menina que tivera com o seu princípe agora transformado em vilão. Saqueavam-lhe a mente, levando o que deveria permanecer secreto. Entre gargalhadas gritavam para ela "O Amor é puro demais para os cobardes, para os escravos do medo. Foge!" E ela fugia, corria tanto quanto conseguia e via a sua cadela a correr ao seu lado, abocanhando-lhe a mão e impulsionando-a para longe... Acordou confusa enquanto a cadela lhe lambia a mão, exigindo um breve passeio à rua. Expirou profundamente num suspiro.&lt;br /&gt;Nesse serão o episódio do metro e o sonho não lhe abandonaram os pensamentos, ambos perturbadores e resistentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manhã despontou mais clara que a anterior, o Sol, menos tímido, destribuia calor com generosidade.&lt;br /&gt;Mais calma deixou-se ficar na cama a ler, hoje faria o turno da noite no cinema onde trabalhava, teria toda a manhã para si. A cadela ressonava baixinho ainda aninhada ao seu lado, aquele som ritmado e tranquilo trazia-lhe sempre serenidade.&lt;br /&gt;Não tinha jantado na noite anterior e não sentia fome, só a urgência de fumar um cigarro, maldito hábito pensou. &lt;br /&gt;Levantou-se por fim, cedendo à tentanção mas não quebrando a regra imposta por si "Nunca fumar na cama".&lt;br /&gt;Contornou as memórias do dia anterior enquanto inalava, não deixaria que a afectassem. Só mesmo alguém muito só e patologicamente fantasioso se deixaria abalar por algo com tão pouca importâcia, talvez fosse o seu caso..."&lt;br /&gt;(continua)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2811737520079310052-6304043856984214150?l=aideiapseudoromance.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aideiapseudoromance.blogspot.com/feeds/6304043856984214150/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aideiapseudoromance.blogspot.com/2009/11/capitulo-i.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2811737520079310052/posts/default/6304043856984214150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2811737520079310052/posts/default/6304043856984214150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aideiapseudoromance.blogspot.com/2009/11/capitulo-i.html' title='Capítulo I'/><author><name>A Ideia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16970884039084969071</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2811737520079310052.post-6334034435888347448</id><published>2009-11-02T21:51:00.001Z</published><updated>2009-11-03T17:21:33.569Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prólogo'/><title type='text'>Prólogo</title><content type='html'>"O dia estava ameno, talvez demasiado húmido para ser considerado perfeito. Uns quantos raios de Sol rasgavam nuvens cinzentas e opacas.&lt;br /&gt;Mais um serão vazio e a cadela faminta, como sempre, eram tudo o que tinha à espera... por isso deixou-se ficar. Conversou um pouco mais, riu um pouco mais, teimando contra o tempo, denso, pastoso. Cedendo, por fim, fumou um cigarro e dirigiu-se para o metro de auscultadores nos ouvidos.&lt;br /&gt;Aguardando não mais que um lento regresso a casa, algo a surpreendeu sorrindo. Sorria, de facto. Não para si, mas sorria. Nesse sorriso podia compreender todas as gargalhadas passadas e futuras. Sem se aperceber, enquanto observava, sentiu ciúmes de todos os momentos que aquele rapaz sorridente havia partilhado com outros e não consigo. Desejou-o. Desejou ser o motivo de todos os seus sorrisos, lágrimas, sussurros, medos, sonhos...&lt;br /&gt;O rapaz desconhecido retribuiu-lhe o olhar, sentindo-se observado, quebrando-lhe por instantes a fantasia a que se entregava, ela colou os olhos ao solo. Repreendeu-se, assumindo-se de novo; ainda que, passados instantes, se dedicasse de novo a olhá-lo. Agora, mais consciente, observava-o com a moderação possível, tentando cristalizar o rosto que lhe relembrava tudo o que existe em potência na relação entre duas pessoas, algo que estivera submerso, adormecido como um animal sedado.&lt;br /&gt;A estação terminal seguiu-se, na dispersão do final do percurso ela antecedeu-lhe os passos, como que em fuga, envergonhada pela liberdade a que se dera durante a viagem.&lt;br /&gt;Tentou acalmar-se com um cigarro, mas a angústia foi veloz e instalou-se. Nunca mais o veria, pensou, nem a ele, nem ao seu sorriso cheio de promessas. Oh e era já bem mais que angústia, era uma raiva mutilante ao reconhecer que a sua frágil memória não seria capaz de lhe fornecer mais do que sombras do que havia visto passado pouco tempo. Como era cruel o tempo e a memória!&lt;br /&gt;Tinha amado aquele estranho por um momento.&lt;br /&gt;Aquietou-se. Afinal de que lhe serviria o rapaz? Podia amar a ideia. É certo que existem muitas pessoas que amam uma ideia por toda a vida e que não são capazes de fazer o mesmo por uma pessoa.&lt;br /&gt;Mas, assim sendo, porque ansiava ainda ver aquele rosto outra vez? Sentir o mesmo pulsar. Talvez a ideia não fosse suficiente, pelo menos não tanto quanto a sensação de estar a dois metros dele, questionar, qual seria o seu cheiro, como havia feito antes, na carruagem de metro, entre os estranhos."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2811737520079310052-6334034435888347448?l=aideiapseudoromance.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aideiapseudoromance.blogspot.com/feeds/6334034435888347448/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aideiapseudoromance.blogspot.com/2009/11/prologo.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2811737520079310052/posts/default/6334034435888347448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2811737520079310052/posts/default/6334034435888347448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aideiapseudoromance.blogspot.com/2009/11/prologo.html' title='Prólogo'/><author><name>A Ideia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16970884039084969071</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
